12H30  l  quarta-feira  l  12 de Junho

JOELLE PERDAENS

violino

ALEJANDRO ALDANA

violino

CONJUNTO DE MÚSICA ANTIGA DA USP

WILLIAM COELHO

regente

J. S. BACH (1685-1750)

Concerto para violino, cordas e contínuo em lá menor, BVW1041 (c. 1730)

    [Sem andamento]

    Andante

    Allegro assai

 

Concerto para violino, cordas e contínuo em mi maior, BVW1042 (c.1718)

    Allegro

    Adagio

    Allegro assai

 

Concerto para dois violinos, cordas e contínuo em ré menor, BVW1043 (c.1718-20)

    Vivace

    Largo, ma non tanto

    Allegro

Nascida em Bruxelas, JOELLE PERDAENS formou-se em violino moderno e barroco no Conservatório Real daquela cidade. Ainda na Europa, colaborou com diversos grupos dedicadas à música antiga com instrumentos de época. Realizou numerosas tournées e gravações com a Orquestra Concerto Köln, participando, junto a este grupo, de diversas óperas dirigidas por René Jacobs. Colaborou, ainda, com a orquestra Le Concert des Nations, sob a direção de Jordi Savall. Estabelecida na Argentina desde 1998, integrou a Orquestra Sinfônica Nacional. Atualmente, desenvolve intensa atividade artística e pedagógica no âmbito da música antiga.

Participa de grupos referenciais na área da música antiga, como The Rare Fruits Council (direção de Manfredo Kraemer), Café Zimmerman (direção de Pablo Valetti), Eloquencia Barroca (direção Syvia Leydemann), Orquestra barroca do Mercosul  (direção Cristina García Banegas).  Participa regularmente, como docente, de importantes festivais sul-americanos, entre eles, o Festival em las Misiones de Chiquitos (Bolívia) e nas Estancias Jesuíticas, em Córdoba. Integrou a orquestra para a ópera L’Orfeo de Claudio Monteverdi, no Teatro Colón de Buenos Aires com o Ensemble Elyma (direção Gabriel de Garrido), além de acompanhar músicos da magnitude de Manfredo Kraemer e Juan Manuel Quintana em projetos como Bach & Family e Händel em Roma. Integra as Orquestras Barrocas del Suquía e del Rosario, além atuar como convidada frequente da reputada orquestra barroca chilena Nuevo Mundo, tendo, com esta, participado de diversas montagens de óperas de Rameau, Monteverdi, Mozart e Haendel.

Sua atuação como docente inclui aulas de música de câmara barroca e violino barroco na Universidade Católica Argentina e na Escola Superior de Música Manuel de Falla, em Buenos Aires. É autora de livros didáticos para o ensino coletivo de violino. Devota-se à pesquisa da interpretação histórica para cordas friccionadas, constituindo uma das principais referências sobre o assunto na Argentina.

ALEJANDRO ALDANA é Spalla da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo desde 2018. Entre 2011 e 2015, foi Spalla da OSB. Na Alemanha, tocou na Orquestra da Ópera de Stuttgart e foi Spalla convidado da Ópera de Frankfurt e da Museumsorchester. Já tocou com Valery Gergiev, Herbert Bloomstedt, Iván Fischer, Manfred Honeck, Temirkanov, Charles Dutoit, Daniel Harding, Pierre Boulez, Gustavo Dudamel, Seymon Bychkov, Tilson Thomas, Christoph Eschenbach, Jap van Zweeden, Christoph Dohnany, Eiji Oue. Alejandro mantém uma intensa atividade como solista, já tendo se apresentado com várias orquestras do Brasil (Sinfônica do Theatro Muncipal de Sao Paulo, OSB, USP-Filarmônica), Argentina (Sinfônica de Mar del Plata, de Rosario, Filarmônica de Rio Negro), da Alemanha e da Itália. Também se apresenta com diversas formações de música de câmara. Em outubro de 2018 fez o seu Debut na Grande Sala do Teatro Colón com as sonatas de Beethoven e de Mauricio Kagel para piano e violino. Foi vencedor dos seguintes concursos internacionais: El sonido y el Tiempo, em Buenos Aires; F. Zadra, na Itália e Northan Music Collaege, em Buenos Aires.

Alejandro Aldana nasceu no Brasil e, aos sete anos, mudou-se para a Argentina. Estudou no Instituto Universitário Patagônico de Artes com os Professores Elvira Faseeva e Ljerko Spiller onde formou-se como Professor de violino. Estudou ainda na Universidade de Frankfurt com Walter Forchert. Fez master class com Christian Tettzlaff e Julia Fischer. Participou dos festivais internacionais de Verbier, Lucerne Academy, Schlewsig Holstein e YOA.

Doutorando e mestre em Musicologia, WILLIAM COELHO, bacharel em Regência pela USP, foi bolsista do Wind Conducting Symposium (Canadá), Festival de Campos do Jordão e Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas. Foi diretor do Conservatório de Alfenas, regente do coro da Universidade Federal de Alfenas e regente assistente do Coral e da Orquestra de Câmara da ECA-USP. É professor de Canto Coral da UNESP, de Harmonia da UFJF e de Regência Coral na Faculdade Paulista de Artes. É regente do Coral VivaVoz, do Coral da UFJF, do Conjunto de Música Antiga da USP e regente convidado da OSUSP e do Coro da OSESP.

O CONJUNTO DE MÚSICA ANTIGA DA USP é um grupo dinâmico e arrojado, formado por músicos especialistas em instrumentos históricos. Em seu 17° ano de atividade, o grupo alinha-se com intérpretes nacionais e internacionais que compartilham da proposta de unir pesquisa musicológica e performance da música dos séculos XVI, XVII e XVIII. A direção do conjunto está a cargo do maestro William Coelho.

Entre os projetos já realizados pelo Conjunto encontram-se a ópera “L’Orfeo” de Claudio Monteverdi (reinauguração do Theatro São Pedro, SP, 2005); o Divertissement “Les Arts Réunis” de Jean-Baptiste Lully, em conjunto com a Mercurius Company, companhia de ballet barroco londrina (2011); dois projetos com a renomada violinista barroca Judy Tarling (Royal Academy of Music, 2012-2013); uma série de concertos dedicada à Música Colonial Brasileira, junto ao coral Audi Coelum e narração da atriz Fernanda Montenegro, sob direção geral de Roberto Rodrigues (2014); dois projetos com o flautista holandês Maurice van Lieshout, estudioso destacado da música quinhentista (2014-2015); concertos junto ao grande fortepianista Malcolm Bilson (2016); o “Requiem” K. 622 de Mozart, em parceria artística com músicos da Argentina e direção de William Coelho (2017), assim como a primeira montagem sul americana da 5ª Sinfonia de Beethoven com instrumentos históricos.