12H30  l  quarta-feira  l  15 de Maio

HERMANN SCHREINER

violoncelo

ANDRÉ MICHELETTI

violoncelo

PAULO HENES

violino

CONJUNTO DE MÚSICA ANTIGA DA USP

WILLIAM COELHO

regente

A. VIVALDI (1678-1741)

 

Sinfonia Al Santo Sepolcro, para

cordas, em si menor, RV169

    Adagio molto

    Allegro ma poco

 

Concerto para violoncelo, cordas e contínuo em fá maior, RV412

    [Sem andamento]

    Larghetto

    Allegro

 

Concerto para dois violoncelos, cordas e contínuo em sol menor , RV531

    Allegro (moderato)

    Largo

    Allegro

 

Das Quatro Estações

Concerto para violino e orquestra em Mi M, RV269, op.8 n.1 “Primavera”

    Allegro

    Largo

    Danza pastorale. Allegro

 

Concerto para violino e orquestra em Fá M, RV 293, Op.8 n.3 “Outono”

    Allegro

    Adagio molto

    Allegro 'Caccia'

HERMANN SCHREINER, nascido em Villa Allende, Córdoba, Argentina, se formou como violoncelista com Cristián Montes. Em violoncelo moderno, também teve aulas com Hans Jensen, Marcelo Montes, Yves Dharamraj, Pablo Romero, dentre outros. Em violoncelo histórico estudou com Phoebe Carrai, Juan Manuel Quintana, Manfred Kraemer, Balazs Maté, Oleguer Aymami e fez cursos em Harvard. Nos últimos anos, participou de orquestras sinfônicas, grupos de câmara e de diferentes conjuntos de música antiga. Foi primeiro violoncelo na Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Córdoba, na Orquestra Filarmônica de Mendoza, na Orquestra Acadêmica do Teatro del Libertador e na Orquestra de Tango de Córdoba. Também integrou a Orquestra Sinfônica Nacional Argentina, a Sinfônica de Córdoba a Orquestra de Cordas Municipal de Córdoba, a Youth Orchestra of the Americas, e a Orquestra de Câmara de La Plata. Foi beneficiário de bolsa de estudos do Mozarteum Argentino em 2015. Deu concertos em várias províncias de seu país, bem como em festivais internacionais de música no Brasil, Colômbia, França, Espanha, Chile e Uruguai. Ganhou uma menção por “interpretação criativa” no Internacional New Docta Competition, em 2017, e uma menção honrosa no Concurso Nicolas Finoli, em 2015. Atualmente integra o trio Imaginário Barroco e participa anualmente, como primeiro violoncelo, do Conjunto de Música Antiga da USP e da Orquestra Estável do Teatro Argentino.

Natural de Piracicaba, ANDRÉ MICHELETTI tem duplo doutorado pela Indiana University, em violoncelo e em violoncelo barroco, com bolsa da CAPES-Fulbright, sob a orientação de Helga Winold, Nigel North, Stanley Ritchie e Janos Starker.  É mestre em Violoncelo e Pedagogia pela Northwestern University em Chicago, com Hans Jörgen Jensen e Bacharel pela Unicamp, com Antônio del Claro.  Atualmente é professor do Departamento de Música da USP de Ribeirão Preto. Foi professor na Faculdade Cantareira, Escola Municipal de Música, Columbus Indiana Philharmonic Orchestra e Unicamp. Foi coordenador pedagógico e professor do Instituto Fukuda, do Instituto Baccarelli e do projeto Cidadão Musical em Paulínia. Faz a co-direção artística da Sinfônica de Piracicaba e é diretor artístico e pedagógico do Festival Internacional de Piracicaba. Foi concertino da Columbus Indiana Philharmonic Orchestra, da Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo e primeiro violoncelo da Camerata Fukuda e da Orquestra de Câmara da Unesp. Fez a primeira audição do Concerto para violoncelo de Edmundo Vilani Côrtes e apresentou-se junto à Sinfônica de Heliópolis, de Campinas, de Belém, de Piracicaba, de Ribeirão Preto, Orquestra Experimental de Repertório, Camerata Fukuda, Orquestra de Câmera da Unesp, OJESP, North Shore Chamber Orchestra, Bach Gamut Ensemble, dentre outras. Tem atuado no Brasil, Argentina, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. Foi finalista do Concours Etoile-Galaxy, de Montreal, e semifinalista do “À Tre”, em Trossingen, Alemanha.

PAULO HENES iniciou seus estudos com Alberto Jaffé, prosseguindo com Klaus Wüstof, Paulo Bosísio e Edson Queiroz. Formou-se pela UNESP com Airton Pinto. Iniciou suas atividades com violino barroco em 1998, sob a orientação de Luís Otávio Santos. Foi aluno no Festival de Música Antiga de Juiz de Fora e dos Cursos de Música Barroca de Curitiba e de Mateus, em Portugal. Tocou em master classes no Brasil e no exterior para Sigswald Kuijken, Manfredo Kraemer, Adrian Chamorro, Marino Lagomarsino, Giuliano Carmingnolla e Vera Beths. Participou de grandes montagens da música barroca, como as óperas regidas por Marcelo Fagherlande: Barroco (2003), Dom Quixote e a Duquesa (2005), L'Orfeo (2007), Dido e Eneas (2009) e As Quatro Estações (2016). Participou dos CDs da Orquestra Barroca do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e da Paixão segundo São João de J. S. Bach. Sob a regência de William Coelho tocou o Réquiem de Mozart em 2017. É formado em Licenciatura e tem anos de experiência ministrando aulas para crianças e adultos. Foi professor de música na escola Waldorf Rudolf Steiner de 2004 a 2014. Atualmente é professor das escolas Waldorf Micael e Areté, e é o diretor artístico da Orquestra Arte Barroca.

Doutorando e mestre em Musicologia, WILLIAM COELHO, bacharel em Regência pela USP, foi bolsista do Wind Conducting Symposium (Canadá), Festival de Campos do Jordão e Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas. Foi diretor do Conservatório de Alfenas, regente do coro da Universidade Federal de Alfenas e regente assistente do Coral e da Orquestra de Câmara da ECA-USP. É professor de Canto Coral da UNESP, de Harmonia da UFJF e de Regência Coral na Faculdade Paulista de Artes. É regente do Coral VivaVoz, do Coral da UFJF, do Conjunto de Música Antiga da USP e regente convidado da OSUSP e do Coro da OSESP.

O CONJUNTO DE MÚSICA ANTIGA DA USP é um grupo dinâmico e arrojado, formado por músicos especialistas em instrumentos históricos. Em seu 17° ano de atividade, o grupo alinha-se com intérpretes nacionais e internacionais que compartilham da proposta de unir pesquisa musicológica e performance da música dos séculos XVI, XVII e XVIII. A direção do conjunto está a cargo do maestro William Coelho.

Entre os projetos já realizados pelo Conjunto encontram-se a ópera “L’Orfeo” de Claudio Monteverdi (reinauguração do Theatro São Pedro, SP, 2005); o Divertissement “Les Arts Réunis” de Jean-Baptiste Lully, em conjunto com a Mercurius Company, companhia de ballet barroco londrina (2011); dois projetos com a renomada violinista barroca Judy Tarling (Royal Academy of Music, 2012-2013); uma série de concertos dedicada à Música Colonial Brasileira, junto ao coral Audi Coelum e narração da atriz Fernanda Montenegro, sob direção geral de Roberto Rodrigues (2014); dois projetos com o flautista holandês Maurice van Lieshout, estudioso destacado da música quinhentista (2014-2015); concertos junto ao grande fortepianista Malcolm Bilson (2016); o “Requiem” K. 622 de Mozart, em parceria artística com músicos da Argentina e direção de William Coelho (2017), assim como a primeira montagem sul americana da 5ª Sinfonia de Beethoven com instrumentos históricos.