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Um dos mais atuantes pianistas brasileiros, o carioca EDUARDO MONTEIRO é reconhecido pela crítica como um dos maiores expoentes do cenário pianístico nacional. 


Compartilhou sua música com plateias exigentes em importantes palcos do Brasil e do mundo, como o Wigmore Hall de Londres, Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky de Moscou, Philharmonie de Colônia, Gasteig de Munique, Sala Verdi de Milão, Liceo de Barcelona, Auditório Nacional de Madrid, National Concert Hall de Dublin, Opera House da Universidade de Houston, Jordan Hall de Boston, Sala São Paulo, Sala Cecília Meireles, Sala Minas Gerais, Teatro Amazonas e Teatros Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro.


Foi solista das principais orquestras do país e de renomadas orquestras do exterior, incluindo as Filarmônicas de São Petersburgo, de Moscou, de Munique, de Bremen, as Sinfônicas de Novosibirsky e Nacional da Irlanda, a Orquestra de Câmara de Viena e a Orquestra da Rádio e Televisão Espanhola. Já se apresentou sob a regência dos principais maestros brasileiros e, dentre os estrangeiros, destacam-se: Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri Kitayenko, Philippe Entremont, Arnold Katz, Sergiu Comisiona, Emil Tabakov, Kirk Trevor e Asher Fisch. 


É frequentemente requisitado para ministrar aulas e realizar concertos em importantes festivais, como Campos do Jordão, Texas Music Festival e Folle Journée do Rio de Janeiro, tendo sido responsável por concerto de abertura nesses dois últimos.

Criou e dirigiu a série Piano Solo na Sala Cecília Meireles do Rio de Janeiro e no Teatro Municipal e Sala Promon de São Paulo, que promoveu o encontro de solistas consagrados como Nelson Freire, Cristina Ortiz e Diana Kacso e o próprio Eduardo Monteiro, com jovens talentos que se apresentaram na abertura de cada concerto.


Em sua discografia destaca-se o CD Piano Music of Brazil, pelo selo inglês Meridian Records, lançado com recital no Wigmore Hall de Londres, que mereceu críticas elogiosas nas mais conceituadas revistas especializadas internacionais.

Conquistou as principais premiações de piano no Brasil e, no exterior, alcançou, por unanimidade, o primeiro lugar no III Concurso Internacional de Piano de Colônia, Alemanha, em 1989, tendo sido laureado ainda nos Concursos de Dublin (1991) e Santander (1992). Foi agraciado por duas vezes com o prêmio Carlos Gomes de Música (2004 e 2005). 


Estudou na Escola de Música da UFRJ (Bacharelado e Mestrado), na França (Doutorado na Sorbonne), na Itália (Fondazione Internazionale per il Pianoforte, no Lago de Como) e em 2002 obteve o Artist Diploma do New England Conservatory de Boston, Estados Unidos, na classe de Wha-Kyung Byun. 


É Professor Titular do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde desenvolve notável trabalho de formação com jovens pianistas. Seus alunos conquistaram numerosas premiações no Brasil e no exterior, com destaque para o 1o prêmio no 25o Concurso Internacional de Piano Clara Haskil na Suíça.


Entre 2008 e 2010 integrou a Câmara Consultiva de Música do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo. Foi Diretor da Orquestra Sinfônica da USP, Vice-presidente da Comissão de Atividades Acadêmicas e da Comissão Permanente de Avaliação da USP, Diretor e, atualmente, Vice-Diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP e Diretor Cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.

Curadoria

Monica Lucas credito B Schulze grande.jp

MÔNICA LUCAS graduou-se em música na Universidade de São Paulo e especializou-se na interpretação da música antiga no Real Conservatório de Haia (Holanda), obtendo os Diplomas de Solista em flauta-doce e em clarinetes históricos. Participou de algumas das mais importantes orquestras barrocas da Europa, como Anima Aeterna, Akademie für Alte Musik Berlin, Concert des Nations e do referencial ensemble Zefiro, grupo italiano dedicado à música para sopros. 


É professora livre-docente do Departamento de Música da ECA-USP, e assina a direção artística do Conjunto de Música Antiga na USP desde sua fundação, em 2001. Entre 2013 e 2017 exerceu a Chefia do Departamento. Seu trabalho acadêmico, que envolve a pesquisa e a construção do gosto musical no repertório do séc. XVIII, é financiado desde 2002 pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo, e inclui livros, capítulos de livros e artigos sobre a música setecentista. Como instrumentista, integra o conjunto de sopros históricos Harmoniemusik desde 2003.